....Vila alentejana, pintada de branco, é Monsaraz dona de extraordinária beleza natural, que incentiva e inspira um sem número de artistas, a transportar para a tela ou fotografia lindíssimos enquadramentos, bem ali à mercê das mais variadas perspectivas pessoais.
O nosso País possui destas riquezas e, quantas vezes se passa ao lado, sem nos dispormos a visitá-las... Monsaraz, Marvão, Óbidos... antigas fortalezas, entre outras, são tesouros a preservar, de visita obrigatória de quem se preza de ser português e de ir para fora cá dentro!














Hoje, para variar de tema, quero mostrar-vos um pouco da nossa riqueza paisagística.
Na verdade, não sendo novidade para a maioria dos nossos compatriotas, a paisagem alentejana é um espectáculo maravilhoso de luz e cor, particularmente nesta época do ano.
Durante o passado fim de semana tive o privilégio de ser convidado a partilhar com a família e amigos dois belos dias de lazer, de um saboroso remanso, desfrutando o ar puro e o encantador cenário que nos envolvia, num pitoresco "Monte" do Alentejo. Não exprimindo todo o sabor e prazer que ali nos invade, as fotos dão pelo menos uma pequena ideia do que nos oferece a Natureza.
Porque o local se situava próximo de Monsaraz, impunha-se naturalmente uma visita a esta vila, rica de recantos, com inúmeros recortes para belas imagens.
Voltarei, para vos mostrar alguns dos que captei com a minha máquina fotográfica.

Passeando pela cidade, podemos encontrar uma significativa diversidade de varandas, ricas em detalhes artísticos que, quantas vezes, as olhamos sem nos inteirarmos da sua originalidade.

A que vos trago hoje, pode ser apreciada na pitoresca Praça Rodrigues Lobo, centro da velha cidade.


Ao olhar par trás no tempo, revejo o momento da minha iniciação à pintura a óleo.
Hoje, com a adaptação e algum treino entretanto adquiridos, penso que teria evitado o que, ao observar a minha primeira tela, considero alguns defeitos.
Todavia, há que aceitar e assumir (porque também as falhas devem contribuir para progredir), se queremos na realidade melhorar o nível de qualidade daquilo que tanto gostamos de fazer.
É assim que entendo o aperfeiçoamento e a verdadeira formação; numa palavra apenas – melhorar!
Decorria o ano de 2003 quando executei este trabalho.
Que a saúde e a vontade me permitam executar muitos mais é o meu grande desejo.

Estou de volta e nada melhor para oferecer aos meus amigos e seguidores do que estas apetitosas amêndoas, ou não fosse a ocasião mais apropriada para o fazer.

Do tipo francês, de chocolate, com recheios de licor ou de outras bebidas, há uma variedade imensa, para recordar a festividade.

Uma sugestão apenas, não comam demasiado. O lema é "pouco, mas bom!"

Desejo sinceramente a todos uma boa Páscoa, vivida em família e harmonia.
Na verdade, sinto um prazer enorme quando por aqui me encontro.
A família, os amigos, os bons momentos que se proporcionam, o mar calmo de sul, o clima, as iguarias, enfim tudo isto, associado à grande simpatia em que nos vemos envolvidos, contribuem para que o stress acumulado se dissipe rapidamente e nos faça sentir uma forte vontade de voltar.
Foi o que fiz por uns dias.
Aproveito a oportunidade e o tema para vos apresentar um dos poucos trabalhos que produzi sobre esta maravilhosa Pérola do Atlântico e que se encontra aqui no Funchal em casa de meus cunhados.
Eis mais um exemplo de originalidade, no estilo das antigas varandas ainda existentes na nossa cidade.
A elegância e a sobriedade da sua traça e a suavidade das cores que a envolvem dão-lhe vida e beleza, proporcionando um interessante motivo para promover a praça onde está inserida - a Praça Rodrigues Lobo.














Leiria possui edifícios antigos, com detalhes arquitectónicos interessantíssimos.
Irei apresentar aqui algumas imagens do património urbano e, com isso, tentar sensibilizar a edilidade, os seus proprietários ou algum messenas, para a protecção que, na qualidade de leiriense anónimo, se me afigura deve merecer.
A varanda que aqui reproduzo está situada na zona velha da cidade. O prédio está votado ao abandono e, a manter-se o desprezo pela sua reabilitação, é certo e sabido que o tempo acabará por destrui-la completamente. O facto de estar desabitado contribui para acelerar esse inexorável fim.
Haverá ainda tempo de evitar o pior, com intervenção urgente do proprietário, da edilidade ou de alguém com a disponibilidade e os meios necessários, para lhe acudir, por forma a conservar a sua originalidade e precavendo, inclusivamente, o risco de derrocada.















Eis mais alguns registos fotográficos da exposição.







Na passagem do 271º aniversário da Freguesia da Barreira, o programa das comemorações incluía várias iniciativas, das quais me permito destacar a VI Bienal de Arte.
À semelhança das que a antecederam esta Bienal foi grandemente participada, com a exposição de variadíssimos trabalhos artísticos, repartidos por diferentes temas, como seja pintura em tela, desenho, tela bordada, maquetes, escultura e trabalho em pedra, bijuteria, pronto a vestir, um vasto leque de bordados, artesanato e uns quantos mais, executados por artistas residentes ou naturais da Freguesia e que valerá a pena apreciar.
A exposição estará patente ao público até ao proximo domingo, dia 22 e poderá ser visitada das 9,00 às 13,00 e das 14,00 às 17,00 durante a semana e na parte a tarde de sábado e de domingo.
As fotos aqui reproduzidas darão uma ideia da participação e dos diferentes temas expostos.






















Numa evidente demonstração de que o lema da equipa é efectivamente "pela comunidade e ao serviço da comunidade", os elementos da Junta de Freguesia, liderados pelo seu presidente sr. José Cunha, têm assumido uma excelente prestação de iniciativas, que muito dignificam a nossa terra e os seus habitantes.

Temos assistido a relevantes homenagens e ao público reconhecimento dos que mais se têm distinguido ao serviço da freguesia.

Estas iniciativas são habitualmente integradas na celebração do aniversário, tendo sido homenageados este ano os párocos que aqui estiveram no exercício da sua actividade pastoral.

Para além de várias outras iniciativas integradas na mesma celebração de aniversário, é justo destacar ainda a exposição de trabalhos de diferentes actividades artísticas patentes na VI Bienal de Arte e que está aberta ao público até ao próximo dia 22, no Solar do Visconde, durante o horário de funcionamento dos serviços da Junta de Freguesia.

As fotos reportam-se à cerimónia que antecedeu a homenagem atrás referida e à inauguração da exposição.

Ao observar esta fotografia, revejo naquela escadaria as muitas quedas de que os pobres dos soldados do RAL 4 eram vítimas, quando por ali passavam, originadas pelas suas botifarras pesadonas e cardadas que eram obrigados a calçar, assim cardadas talvez por imposta necessidade de poupança de solas.


Os infelizes só davam conta de ter aberto o dicionário da língua portuguesa, numa compreensível atitute de alívio à dor, quando começavam a descer, em pé , sem apoio das mãos, e rapidamente se viam chegar ao fundo das escadas, já sentados nos últimos degraus.


A tropa agora já não é o que era dantes... Agora faz-se candidatura ao serviço militar, por voluntariado (supostamente), porque sempre pagam melhor e, com a crise de emprego que por aí grassa, até dá para tentar uma formação académica por via mais facilitada.















Quando fazemos algo por prazer, dá-nos sempre algum alento sentir a compensação do tempo que lhe dispensámos, chegado o momento de observarmos os resultados conseguidos, única forma de continuar a manter o mesmo empenhamento na execução dessa tarefa.

Embora esteja ciente de que poderia ter feito melhor, não fossem as frequentes indisponibilidades, quantas vezes por força de terceiros e, provavelmente, sentir-me-ia mais recompensado.

Todavia, o resultado está à vista, melhor ou pior, ficando a lição de que sempre aprendemos algo de novo à custa dos nossos percalços, na expectativa de os não repetir.

Dá realmente algum conforto observar agora o colorido e a diversidade de flores que as orquídeas nos oferecem.

Esta expressão faz-me recordar os ecrans da nossa TV em tempos idos, recurso utilizado para entreter, enquanto se resolvia um qualquer problema com a emissão.
É o que me parece também estar a acontecer com a minha obrigação de alimentar o meu "blog", dado que já há alguns dias nada de novo preparei para publicar.
Outros afazeres se interpuseram a justificá-lo, desde um pouco de tempo que dispensei à minha pequenina quinta, outro tanto aos cuidados com as orquídeas da estufa e, obviamente, ao hobby que me dá mais prazer - umas quantas pinceladas na tela.
Aqui vão, por interlúdio, mais uns recantos da nossa cidade, lembrando a primavera que se avizinha e a atestar que, mesmo na sua zona velha, Leiria possui pormenores bem agradáveis para apreciarmos mas dos quais, quantas vezes, não nos damos conta. Estamos na rua Damião de Góis.
A Junta de Freguesia da Barreira, através do CCB - Centro Cultural da Barreira (não confundir com Belém), está a organizar a sua VI Bienal de Arte.

Esta bienal não vai revestir-se sob a forma de concurso, apenas se configurando como uma mostra de arte, com o intuito de relevar os artistas naturais ou residentes na freguesia.

Sem tema obrigatório, os trabalhos que virão a ser expostos no Solar do Visconde entre 15 e 22 do corrente mês de Março, poderão apresentar-se das mais diversas formas, desde a pintura ao desenho, à fotografia ou à maquete, às rendas ou bordados, ou de qualquer outro tipo de expressão artística.

Colaborando com o CCB, aqui fica a informação do evento e, se é natural da freguesia ou se nela tem a sua residência, seleccione até dois trabalhos e faça a sua entrega na secretaria da Junta de Freguesia, onde lhe será entregue o competente recibo das obras.

A funcionária da Junta prestar-lhe-á os esclarecimentos necessários (T-244892234).







Há uns dias a esta parte, resolvi testar as capacidades da minha máquina, em situações não comuns, no que toca à luminusidade, sem apoio do flash, e fui por aí, pela zona velha da cidade, onde captei algumas imagens interessantes do meu ponto de vista.
Em fotografia, quando o modelo tem boas qualidades fotogénicas, as coisas resultam sempre melhor e, no que toca à nossa cidade, a sua participação como modelo a fotografar, parece não desmerecer pergaminhos.
Foi por esse motivo que resolvi exibir neste espaço, que também dedico à nossa terra, algumas dessas minhas fotos a atestar como é bela a nossa Leiria.



Estão aí as orquídeas!
Com o tempo a dar mostras de aquecer um pouco, é o momento de cuidar das minhas orquídeas.
Apesar de terem passado as geadas dentro da estufa, o frio foi tão intenso que não permitiu o desenvolvimento desejado.
É bem verdade que também descurei a responsabilidade de adubar com a periocidade que se impunha, uma vez que a fase de desenvolvimento activo se iniciou no início do outono, altura a partir da qual se deve adicionar o suplemento rico em potássio, ou pelo menos com equilibrados valores de azoto, fósforo e potássio, em intervalos de 15 dias.

A produção de flores está em franco desenvolvimento e dá gosto ver os vasos com as suas astes multicolores.
O maior cuidado é agora o de colocar tutores e fixar neles as astes floridas, para que não cresçam desordenadamente e, também, para que não sejam vítimas de qualquer pequeno toque descuidado , com consequências de que normalmente resulta a quebra ou destruição total.

É conveniente limpar os vasos, retirando as folhas secas e ter especial atenção aos pedaços que ficam presos aos bolbos, local propício ao desenvolvimento da cochonilha, que devem ser extraídos com cuidado, para não quebrar nenhuma aste ainda tenra, em fase de crescimento.





A intenção que me motivou a criar este espaço foi o de publicar os meus trabalhos em tela, evidenciando aspectos da cidade, cujo risco de extinção ou transformação é uma grande probabilidade a questionar.

Nesse contexto, trago hoje duas dessas obras, realizadas no ano de 2004, reproduzindo o arco da rua Afonso de Albuquerque e um pormenor do Castelo a partir da rua de Alcobaça



Era uma vez... uma porta de excepcional originalidade e beleza, que se viu um dia despresada, entregue à sua sorte, com um presságio seguramente votado ao desaparecimento.
A implacável modernização, dita evolução da arquitectura paisagística, quis por termo à sua existência e, nesse entendimento, julgou por bem enviar a desdita para o ferro-velho.
A pobre estava de facto para ali abandonada, esperando o seu fim, quando alguém a reconheceu e achou por bem dar-lhe utilidade digna da sua excelência, produto de hábeis mãos de um qualquer marceneiro, que até julgávamos poder referenciá-la como modelo ex-libris da cidade.
Foi um anónimo leiriense que, ao descobri-la assim abandonada, entendeu por bem adquiri-la e recuperar esta verdadeira obra de arte.
Em tempos, nas minhas andanças na pesquisa de aspectos da cidade com previsível risco de desaparecimento, resolvi fixar esta imagem para a perpetuar.
Sinto alguma vaidade na pintura a óleo que executei, em tela de 27x35, no ano de 2003, o segundo trabalho da minha iniciação à pintura, que considero digno de fazer parte da colecção particular, pertença da família.



Não estou seguro se de facto o edifício assim por mim denominado terá outra designação, mas parece-me que até nos meios oficiais é reconhecido desta forma.

Também não vem ao caso essa dúvida, porque o que de facto pretendo é mostrar um pormenor da antiga fachada, que gostaria de reproduzir em tela e da qual possuo esta fotografia. Já agora, muito me honraria saber de alguém que tenha a mesma foto, eventualmente mais antiga, mesmo a preto e branco, mas sem os taipais nas janelas.

Parece-me a mim que, com a alteração arquitectónica em curso, a beleza original ficará "abafada" pela parede que lhe foi acrescentada e, como refiro no objectivo que corporiza a selecção dos temas para as minhas telas sobre a nossa cidade, nada ficará como dantes - o homem, a máquina ou o tempo se encarregarão de alterar ou fazer desaparecer imagens que fizeram história.












Hoje foi um dia diferente.
A contrastar com a melancolia desta chuva persistente e incómoda, ao longo do dia, o momento de felicidade surgiu quando foi anunciado pelos promotores do evento artístico " Engenho & Arte" - 2ª exposição de trabalhos artísticos, visando a promoção e valorização das obras de desenvolvimento de dez concelhos, à cabeça dos quais naturalmente se assumia o de Leiria.
O justo e merecido primeiro prémio, atribuido ao "melhor trabalho artístico de Leiria" foi entregue à nossa querida professora D. Dulce Bernardes, o que é para nós também motivo de grande satisfação e alegria.
Foi quase como se todos nós, os seus formandos, tivéssemos sido também compensados com o atributo, que distinguiu o talento e a arte que igualmente lhe reconhecemos.
Muitos parabéns D. Dulce. Esperamos que este seu "engenho e arte" perdure por muitos e bons anos e que, entretanto, vá tendo forças e paciência para nos aturar.

Pinto pelo prazer que essa ocupação me proporciona.
Todos sentimos uma certa atracção por determinados temas ou motivos e eu também não fujo a essa regra.

Até aqui, quase todos os meus trabalhos têm versado pormenores da nossa cidade, procurando eleger motivos que reproduzam aspectos interessantes da sua história , os quais a acção do tempo pode eventualmente fazer desaparecer, ou até a própria intervenção do progresso pode acabar por destruir.

Procuro assim, de certo modo, contribuir para perpetuar em tela esses mesmos temas.
Em consonância com a intenção referida, aqui vai um dos temas que tanto marcou a vida desta nossa cidade até aos anos 60, "Mercado dos Cereais", na Praça Rodrigues Lobo, onde as gentes dos arredores, com os seus trajes, hábitos e cultura traziam vida e grande animação à cidade, todas as terças e sábados.
Nunca me considerei pessoa de talento para as artes, embora o meu gosto por esse tema me acalentasse o desejo de ter seguido essa via de ensino, na perspectiva de aprender técnica e experiência atribuida aos artistas.
Por razões que não valerá a pena explicar, tal não foi possível.
Em 1967 pedi a alguém que me oferecesse, como prenda, materiais e tintas a óleo para me iniciar na pintura.
Inscrevi-me então numa classe orientada por pintor consagrado no meio mas, desilusão a minha, só participei em duas aulas, já que ao mestre lhe despertavam maior interesse dois borrachinhos que comigo frequentavam a turma e eu, que me fosse entretendo, rabiscando desenho à vista, com crayon, para poder ser avaliado.
É claro, já não frequentei a terceira sessão do mestre.
O bichinho não morreu por esse facto, tanto assim que prometeu várias tentativas, às quais a vida profissional e familiar sempre se foi opondo, mercê da responsabilidade ou de tantas indisponibilidades.
Dizem que sou teimoso e, talvez por essa teimosia, entendi que tinha de experimentar, nem que fosse já depois de reformado.
E assim foi. Volvidos trinta e seis anos, as velhas tintas saltaram da caixa e das bisnagas e puderam então respirar e ver a luz do dia. Foi em Janeiro de 2003, quando consegui obrigar-me a lidar com esta maravilhosa ocupação, com a qual não dou confiança ao stress desta vida agitada que, inevitavelmente, todos somos obrigados a enfrentar.
Cabe aqui um reconhecido agradecimento a quem soube incentivar-me este gosto, orientando e transmitindo conhecimentos que habilitam tecnica e artisticamente. Obrigado professora Dulce Bernardes.

Ensaio à pintura a óleo sobre tela representando o corpo humano

Quis experimentar, para ver que tal me saía na representação do corpo humano.

Sempre ouvi dizer que não era fácil compor ou acertar com os tons da pele mas, mesmo assim, entendi que a melhor forma de o saber seria tentar.

Quanto a outros temas, já havia algum treino, por isso foi por mãos à obra.

Seleccionada uma variedade apreciável de tons ( sépia, terra de sombra queimada, ocre, amarelo cádmio, vermelho francês e branco titânio), entre outros, para reforço de alguns efeitos/tonalidades, procurei inspiração no modelo a reproduzir. Claro está que a melhor opção deveria ser o de um belo corpo feminino.


Foi o que fiz e, perdoem-me a imodéstia, gostei do meu trabalho. Ele aí está!

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